As dezenas de medidas, benefícios e renúncias fiscais anunciadas pelo governo Lula (PT) neste ano eleitoral colocam a tentativa de reeleição do atual presidente entre as mais caras da história recente.

O pacote eleitoreiro inclui desde a revisão da chamada “taxa das blusinhas”, logo no início da campanha, até o mais recente perdão de dívidas de microempreendedores. Há, ainda, propostas de gratuidade irrestrita no transporte público e pagamento de bolsa mensal a universitários.

Um levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, estimou em R$ 298,4 bilhões o volume mobilizado por benefícios e políticas do governo em 2026. Já o Gastômetro, do jornal O Estado de S. Paulo, chegou a R$ 354 bilhões ao reunir 46 medidas e incentivos do governo em ano eleitoral.

Os números abrangem conjuntos de medidas e critérios diferentes e não correspondem integralmente a gastos já realizados, mas permitem estabelecer um paralelo histórico e ilustrar a dimensão dos gastos em uma das disputas mais acirradas da trajetória política de Lula.