A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu o arquivamento do processo que discute a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a eleição presidencial neste domingo (25) em segundo turno. Para o órgão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tem competência para intervir no desafio lançado entre as campanhas nem para fiscalizar o cumprimento de um acordo voluntário entre os candidatos.

A manifestação foi apresentada na sexta-feira (23) e tornada pública neste sábado (24) pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, a pedido do ministro André Mendonça, relator do caso no TSE. Segundo o representante do Ministério Público Eleitoral, não existe questão propriamente eleitoral que justifique a atuação da Justiça nesse episódio.

“Não se vislumbram, no conteúdo do presente expediente, elementos aptos a justificar a intervenção da Justiça Eleitoral, sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada”, afirmou Espinosa na decisão a que a Gazeta do Povo teve acesso.

VEJA TAMBÉM:

  • Lula e Flávio debate da Globo TV

    Disputa econômica, segurança pública, troca de ataques: os principais momentos do último debate das eleições 2026