Acusada pelo governo Emmanuel Macron e por Marine Le Pen de ser responsável pelos protestos violentos na França nas últimas semanas, a esquerda do país europeu tenta usar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil como estratégia para sair das cordas.

Le Pen, do partido de direita nacionalista Reagrupamento Nacional (RN), tem liderado as pesquisas para a eleição presidencial de abril, com Raphaël Glucksmann, da coalizão formada pelo Partido Socialista, pelo Place Publique e pela Esquerda Republicana e Socialista, e Jean-Luc Mélenchon, do partido de esquerda A França Insubmissa (LFI, na sigla em francês), disputando a segunda posição com Édouard Philippe, ex-primeiro-ministro de Macron.

Enquanto Glucksmann tem criticado a violência nos protestos na França e se distanciado do LFI, Mélenchon tem culpado o governo Macron pelos tumultos.

Após o segundo turno no Brasil, ambos foram às redes sociais elogiar Lula e sinalizar que esperam uma virada eleitoral na França em 2027.