A ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para Flávio Bolsonaro (PL) entregar passaportes, sete minutos após o anúncio oficial da derrota presidencial do senador, reforçou a urgência para a oposição se unir na briga pela Presidência do Senado em 2027.

A conquista do comando da Casa da Federação é decisiva para iniciar a resistência efetiva contra a perseguição do STF à direita, claramente percebida desde 2019, e conter os excessos da Corte, sobretudo de Moraes. Caso não deixe o posto, ele será aclamado chefe do Judiciário em julho.

Os deputados Maurício Marcon (PL-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ) sustentam que a retenção dos passaportes evidencia a perseguição política e serviria para transformar Flávio em moeda de troca contra o impeachment de Moraes. A perspectiva de o ministro ser cassado havia ganhado força especialmente antes das eleições.

A movimentação acelerada de Moraes como relator de inquéritos contra Flávio, chegando a ignorar o Ministério Público, alimenta a leitura de busca desesperada de autopreservação, que poderia negociar alívio a condenados pelo 8 de Janeiro em troca de uma acomodação no Senado.