O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, que políticos condenados por agressão contra mulheres por razões de gênero podem ficar inelegíveis, mesmo que esse crime não esteja expressamente previsto na Lei da Ficha Limpa. O entendimento foi firmado durante o julgamento do recurso do advogado João Francisco de Assis Neto, conhecido como Dr. João Neto, que pretendia disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas.

A Corte manteve a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), que negou o registro de candidatura após a condenação do político por agredir a esposa. Para os ministros, esse tipo de violência pode ser enquadrado nas hipóteses de crimes contra a vida previstas na legislação eleitoral.

“A agressão contra a mulher por razões da condição do sexo feminino integra o mesmo sistema de proteção jurídica voltado ao combate da violência de gênero”, declarou o ministro Dias Toffoli, relator do caso, na sessão desta quinta-feira (29).

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