O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, intensificou a análise dos procedimentos vinculados ao inquérito das fake news e pretende concluir o exame dos casos pendentes até o fim de dezembro pondo fim, ainda neste ano, a uma das investigações mais polêmicas em andamento no país.

O gabinete recebeu, no início de outubro, cerca de 12 mil páginas relacionadas à investigação, que reúne 104 processos derivados. Oito apurações foram arquivadas.

Fachin assumiu a relatoria em setembro, após retirar o caso do ministro Alexandre de Moraes, que conduziu o inquérito por sete anos e meio. Para decidir sobre os arquivamentos, o presidente do STF tem considerado principalmente os pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na maioria dos casos encerrada na última semana, a decisão acompanhou a manifestação do órgão. Entre os fundamentos apresentados pela PGR estão falta de provas suficientes, a ausência de elementos para identificar os responsáveis e a prescrição dos supostos crimes.

Entre os exemplos, está o arquivamento da investigação contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro relacionada à suposta coação. Segundo o relato, ele já havia sido condenado pelo STF no mesmo caso, e Fachin considerou que a apuração havia cumprido sua finalidade.