Reeleger Davi Alcolumbre para a Presidência do Senado seria uma desgraça, como se não bastassem as que já temos. Uso essa palavra com um certo constrangimento, pois desde pequeno fui orientado por minha Vó Maria a não utilizar o termo “desgraça”, nem por brincadeira. No entanto, por mais que procure, é-me impossível encontrar uma palavra que expresse melhor o que significaria manter o senador amapaense em um dos cargos mais altos e poderosos da República.

Alcolumbre é o pior presidente da história do Senado (não que lhe faltassem concorrentes fortíssimos ao título, como seu antecessor Pachequinho, senador de um mandato só, e Renan Calheiros, agora rejeitado pelos alagoanos). Sua recondução ao comando da Casa significaria garantia de impunidade para Moraes, o abusador-mor do STF, e caminho livre para Lula, o ocupante da Presidência, desgovernante e desgovernado, conduzir a sua agenda de destruição do país.

Qualquer tipo de acordo com esse sujeito deve ser repudiado de imediato, e por um motivo muito simples: o que Alcolumbre fala não se escreve. Acreditar que ele permitirá a liberdade dos presos políticos e dos injustiçados pela farsa de 8 de janeiro (e que o STF concordará com isso) é, na melhor das hipóteses, de uma ingenuidade suicida. Tudo que Alcolumbre quer é proteger a casta político-burocrática que vampiriza o Brasil e da qual ele participa ativamente.

À frente do Senado, Alcolumbre colecionou catástrofes e deu um show de pusilanimidade