
O procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, foi suspenso de suas funções no órgão nesta segunda-feira (8) após ser acusado de má conduta sexual contra uma assessora.
A decisão foi tomada pela Mesa da Assembleia dos Estados-membros, órgão responsável pela supervisão administrativa do tribunal sediado em Haia, na Holanda. Segundo comunicado oficial, Khan permanecerá afastado do cargo até que os 125 países membros do TPI decidam se ele poderá continuar na função ou será destituído de forma definitiva.
Khan foi acusado de má conduta sexual por uma assessora que trabalhava em seu gabinete. A denúncia foi analisada em uma investigação interna de cerca de 18 meses e, segundo agências internacionais, envolvia alegações de interações sexuais não consentidas. O procurador nega todas as acusações.
A investigação encontrou indícios de contato sexual não consentido entre Khan e a funcionária em diferentes locais, incluindo o gabinete do procurador, sua residência e uma viagem oficial. Um painel de três juízes, porém, considerou que as provas reunidas não eram suficientes para uma conclusão definitiva.
Khan, que nasceu no Reino Unido mas possui ascendência paquistanesa, assumiu o cargo de procurador-chefe do TPI em 2021. Sob sua condução, a promotoria do tribunal pediu mandados de prisão em 2024 contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa de Israel Yoav Gallant por supostos crimes ligados à operação israelense na Faixa de Gaza, onde o país combateu o grupo terrorista Hamas, que atacou Israel em 2023.
O pedido foi criticado por Israel e pelos Estados Unidos, que acusaram o TPI de equiparar autoridades israelenses a líderes do Hamas. Na mesma ocasião, Khan também solicitou mandados contra chefes do grupo terrorista, entre eles Yahya Sinwar, Mohammed Deif e Ismail Haniyeh, todos já eliminados por Israel.
















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