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Câmara do DF aprova empréstimo em socorro ao BRB costurado no STF

Por 11 votos a nove, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na sessão ordinária desta terça-feira (9), o projeto de lei que autoriza o governo do Distrito Federal a contratar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para socorrer o Banco de Brasília (BRB).

O acordo foi mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. A ação em questão, na verdade, discutia a classificação dada pelo Tesouro Nacional no índice de Capacidade de Pagamento (Capag). Com a nota C, o BRB não tinha a confiabilidade necessária para pedir o empréstimo diretamente ao fundo.

Restava, com isso, contar com uma garantia da União, o que foi descartado pelo governo. Mesmo assim, o Executivo federal ajudou na formação de um grupo de bancos públicos e privados que servirão de garantia, devendo pagar as parcelas em caso de inadimplência. Para ressarcir o eventual acionamento da garantia, o governo do Distrito Federal precisou colocar à disposição suas fatias no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O empréstimo ainda trava a realização de novos concursos públicos ou remanejamentos nas carreiras que impliquem em aumento de despesas. Para voltar a ter esses direitos, o Executivo distrital precisa não só quitar o empréstimo como atingir a nota A+ no Capag.

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Mesmo com rompimento anunciado por Ibaneis, MDB votou com Celina Leão

Mesmo com o rompimento do MDB com a governadora Celina Leão (PP), os parlamentares do partido votaram a favor do socorro à estatal:

  • Wellington Luiz (MDB);
  • Hermeto (MDB);
  • Iolando (MDB);
  • Jaqueline Silva (MDB);
  • Joaquim Roriz Neto (PL);
  • Eduardo Pedrosa (União);
  • Martins Machado (Republicanos);
  • Pastor Daniel de Castro (PP);
  • Pepa (PP);
  • Rogério Negreiros (Podemos);
  • Roosevelt Vilela (PL).

A maioria dos que votaram contra o aval são de esquerda:

  • Chico Vigilante (PT);
  • Dayse Amarílio (PSB);
  • Fábio Félix (PSOL);
  • Gabriel Magno (PT);
  • Jorge Vianna (Democrata);
  • Max Maciel (PSOL);
  • Paula Belmonte (PSDB);
  • Ricardo Vale (PT);
  • Rogério Morro da Cruz (PSD).

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