O senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18) pela Polícia Federal, negou ter qualquer relação atual com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master e que, segundo as investigações, seria próximo do parlamentar através de seu ex-sócio.
A Polícia Federal justificou a nova fase da operação afirmando que o senador teria recebido vantagens financeiras do Banco Master para atender a interesses privados dentro do Congresso, entre eles a chamada “Emenda Master” para aumentar os limites de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e mudanças em legislações relativas a empréstimos consignados.
“Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero, nunca tive maiores entendimentos com o Daniel. O entendimento foi na venda do Credicesta. […] Eu estive com o Daniel apenas duas vezes, quando ele entrou como sócio do Augusto Lima e quando me pediu uma indicação para a área jurídica do banco”, afirmou o senador em entrevista à BandNews TV.
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Jaques Wagner se refere ao cartão de empréstimo consignado que foi criado a partir da venda de uma rede estatal baiana de supermercados para o empresário Augusto Lima, que foi sócio de Vorcaro no Banco Master. Ele adquiriu a rede junto de um fundo de investimentos espanhol que, posteriormente, repassou o negócio ao antigo Banco Máxima para gerar fluxo de caixa.
Já em relação aos US$ 55 mil e aos 33 mil euros em espécie encontrado em seus endereços em Brasília e em Salvador, Jaques Wagner justificou como sendo pagamentos de diárias do Senado e compra própria de moeda estrangeira para viagens internacionais desde 2019.
“Comprei dinheiro para viajar. Não tenho nada pra esconder, o dinheiro estava guardado em um cofre, em Brasília, inclusive em um envelope com o timbre do Senado. Nunca recebi dinheiro do Master ou do Augusto Lima”, pontuou o senador rebatendo a investigação da Polícia Federal de que ele teria recebido pagamentos de empresas ligadas ao Master para atuar em interesses políticos de Daniel Vorcaro.
Entre outros pagamentos, a investigação aponta que ele teria negociado com Lima um apartamento de luxo em Salvador no valor de R$ 2,4 milhões. Jaques Wagner negou que tenha recebido o imóvel como propina e afirmou que fez uma negociação privada com o empresário para poder comprar para sua filha.
“Sobre o apartamento, está em construção. Eu tinha interesse de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desse, o Augusto Lima é um investidor e eu pedi a ele para eu recomprar depois. Não teve nenhuma transferência de patrimônio pra mim, não tenho nenhuma relação com o Master ou o Credicesta”, afirmou.
Mais informações em instantes.

















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