Agroindústrias de Santa Catarina avaliam que poderão reverter, com envio de informações técnicas, a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as importações de carnes, pescados e mel do Brasil por falta de dados sobre o uso de antibióticos na produção. O bloco respondeu, de janeiro a maio deste ano, por 17,3% da receita e 11,1% do volume das exportações catarinenses de carne de frango.
Segundo o Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarnes), as empresas afirmam cumprir as exigências sanitárias europeias e aguardam que o Ministério da Agricultura encaminhe às autoridades do bloco da UE o relatório com as informações sobre o uso de antimicrobianos. No mesmo período, o estado embarcou 60,2 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia, com receita de 199,64 milhões de dólares, patamar semelhante ao de 2025.
O veto também inclui mel e pescados, mas esses itens têm participação menor nas vendas catarinenses ao bloco europeu. Em 2025, 93% das exportações de produtos apícolas de Santa Catarina tiveram como destino os Estados Unidos, enquanto a União Europeia respondeu por apenas 2,1%.
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