
A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quinta-feira (25), nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo no âmbito da segunda fase da Operação Disclosure (revelação, em português), com o objetivo de aprofundar as investigações sobre fraudes contábeis na Americanas. A Justiç Federal também determinou o sequestro de até R$ 54 bilhões em bens e valores. As diligências contam com o apoio do Ministério Público Federal (MPF).
De acordo com a PF, os investigados teriam ciência de fraudes envolvendo operações de risco sacado e contratos de propaganda registrados na contabilidade sem lastro na realidade do caixa. Com isso, os crimes averiguados inicialmente são manipulação de mercado e associação criminosa.
Uma fonte com acesso à decisão da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro informou à Gazeta do Povo detalhou que as apurações encontraram um esquema sofisticado envolvendo representantes de grandes bancos e ex-executivos da Americanas para driblar o pagamento de impostos.
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A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada há dois anos e buscou entender a participação de ex-diretores nos ilícitos. À época, a estimativa da fraude era R$ 25,3 bilhões, metade do que se prevê agora.
Além da PF, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também havia auxiliado, em uma ação com proporções maiores, envolvendo 80 policiais,dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão.
A empresa solicitou, em março, o encerramento de seu processo de recuperação judicial, alegando que cumpriu todas as obrigações previstas no plano homologado pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O pedido foi motivado justamente pela fraude nos registros, que esconderam o rombo bilionário.
A reportagem entrou em contato com a Americanas. O espaço segue aberto para manifestação.
















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