A presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves (Republicanos-DF), utilizou um caso de suposta violência política de gênero praticada pelo ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) contra a prefeita de Cratéus (CE), Janaína Farias (PT), para sair em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
“Nesta Legislatura, uma senadora do PT foi atacada de forma vil, a minha querida [ex-]senadora Janaína Farias. Eu fui uma das primeiras a ir para a tribuna defendê-la. Mas essa semana são as mulheres de direita que estão sendo atacadas. E eu vou fazer referência a uma, a uma mulher de direita de quem eu sou amiga, irmã, uma espécie de mãe e conselheira, que é a Michelle Bolsonaro. Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nesses últimos dias. “, afirmou, no encerramento da sessão desta quarta-feira (1º).
Em uma entrevista para o jornal O Globo, Ciro chamou Janaína de “assessora para assuntos de cama” do ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará Camilo Santana (PT). A fala rendeu uma condenação a multa no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Já Michelle virou alvo de críticas após um vídeo em que tornou pública sua rusga com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em meio à polêmica, o jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Flávio, chegou a acusar a ex-primeira-dama de empreender uma “discussão identitária” baseada em uma “ideologia marxista”. Diante da repercussão do vídeo, Michelle decidiu deixar a presidência do PL Mulher.
O descontentamento da ex-primeira-dama veio justamente do Ceará, onde o PL decidiu apoiar a candidatura de Ciro ao governo. Mesmo assim, o ex-ministro do presidente Lula (PT) segue criticando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Por tomar o lado de Michelle, Damares também disse estar sendo atacada, sob acusações de que seria amante de um pastor e com ameaças de morte à sua filha.
“Inclusive, eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena, eu sou mãe de uma menina indígena, e eles simulam imagens de que estão empalando a minha filha, que estão a decapitando, que estão me decapitando. É uma violência política que a gente não consegue imaginar porque tanto ódio às mulheres que chegam ao lugar de poder”, relatou.
















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