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EUA criam taxa de quase R$ 4 mil para acelerar entrevista de visto

Entrou em vigor nesta quarta-feira (1º) uma nova taxa de US$ 750 (R$ 3,9 mil, na cotação mais recente) para estrangeiros que quiserem acelerar a entrevista dos vistos B1 e B2, usados para viagens de negócios e turismo aos Estados Unidos. A medida foi criada pelo Departamento de Estado americano como parte de um projeto-piloto temporário e vale até o dia 31 de dezembro deste ano.

O pagamento da taxa permitirá que solicitantes dos vistos B1/B2 tentem marcar uma entrevista em até dez dias úteis em embaixadas e consulados americanos selecionados. O serviço será opcional, terá vagas limitadas e ficará disponível apenas em postos consulares definidos pelo governo americano. Até o momento, o Departamento de Estado americano não divulgou a lista oficial de postos consulares elegíveis para o programa-piloto

A nova cobrança não substitui a taxa tradicional do visto. Segundo o Departamento de Estado, quem optar pelo atendimento acelerado continuará tendo de pagar os US$ 185 (R$ 966,13) da taxa padrão de solicitação, conhecida como MRV. Na prática, o custo total para quem usar o serviço premium poderá chegar a US$ 935 (R$ 4,8 mil), somando a taxa comum e o valor adicional para tentar antecipar a entrevista.

O governo americano afirma que o pagamento não garante a concessão do visto. Conforme a regra, o valor extra serve apenas para tentar antecipar a data da entrevista e, quando aplicável, acelerar a devolução do passaporte caso o visto seja aprovado. O solicitante continuará sujeito à entrevista com um oficial consular, à análise de elegibilidade e a eventuais etapas administrativas adicionais.

O Departamento de Estado também informou que a taxa não acelera outras fases do processo. Isso significa que, mesmo com a entrevista antecipada, o pedido ainda poderá demorar se cair em processamento administrativo, etapa usada pelo governo americano para verificações adicionais de segurança ou documentação.

A medida foi apresentada como um teste para medir a demanda por um serviço pago de entrevista acelerada. Segundo o Departamento de Estado, a fila global média para entrevistas de visto é de cerca de 30 dias, mas, em alguns postos, a espera ultrapassa 12 meses. O governo americano disse que a nova opção busca atender pessoas com viagens urgentes ou de última hora, sem exigir uma justificativa formal para antecipação.

A decisão também ocorre em meio ao aumento esperado na procura por vistos por causa de grandes eventos internacionais nos Estados Unidos, incluindo a Copa do Mundo em vigor e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Los Angeles, em 2028. O governo afirma que o projeto-piloto ajudará a avaliar se o modelo deve continuar no futuro.

O processo funcionará em etapas. Primeiro, o solicitante deverá preencher o formulário DS-160, pagar a taxa padrão de US$ 185 e marcar uma entrevista comum. Depois, nos postos onde o serviço estiver disponível, poderá escolher uma data mais próxima, dentro de dez dias úteis, caso haja vagas. Ao selecionar o horário acelerado, o sistema segurará a vaga por alguns minutos enquanto o pagamento de US$ 750 é feito.

Se o pagamento não for concluído no prazo, a vaga será liberada para outros solicitantes, e a pessoa voltará à entrevista comum já agendada. Segundo a regra, quem pagar pela entrevista acelerada e depois cancelar ou não comparecer perderá o valor adicional. Também não haverá garantia de que todos os interessados encontrarão horários disponíveis, já que cada posto terá uma quantidade limitada de vagas.

A medida não se aplica a viajantes de países incluídos no programa de isenção de vistos dos Estados Unidos, como grande parte da Europa, Austrália, Chile, Israel, Japão, Catar, Coreia do Sul e Reino Unido. Esses viajantes podem entrar nos EUA a turismo ou negócios por curto período sem solicitar os vistos B1/B2 tradicionais, desde que cumpram as regras do programa.

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