
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, utilizou um café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira (3) para afirmar que a corporação seguirá realizando operações normalmente durante o período eleitoral.
“O investigador não pode se deparar com tudo aquilo ali e falar: ‘olha, está cometendo um crime, não pode, mas como estamos em período eleitoral vou deixar o cara cometer o crime ali’. Isso nós não vamos fazer”, argumentou Andrei.
A fala ocorre um dia antes do início do chamado “defeso eleitoral”, em que o governo enfrenta diversas restrições, com o objetivo de impedir uma vantagem indevida no pleito. Mesmo assim, não há vedações a operações policiais, apenas a ações que possam alavancar os mandatários, como contratação e demissão de pessoal, publicidade institucional, transferências voluntárias e participação em inaugurações.
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Mesmo assim, a realização de operações no dia das eleições rendeu ao ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques uma pena de 24 anos e seis meses, acusado de tentar frustrar votos a Lula no Nordeste, como parte do suposto plano de golpe de Estado.
Com as apurações do Caso Master, a PF vem atingindo atores políticos que vão desde o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do PT no Senado e nome de confiança do presidente Lula (PT). A operação Compliance Zero atende às determinações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e já está em sua nona fase.
“Nós não temos como fazer moratória quando há elementos suficientes. E a questão das nossas operações, elas cumprem um rito processual e atendem às exigências legais para uma busca e apreensão, uma prisão preventiva ou temporária”, completou o diretor-geral.
















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