Uma das fases da investigação que apura suspeitas de tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria incomodado aliados do petista e provocado animosidade entre governistas e uma ala da Polícia Federal.

O motivo seria o nome escolhido para batizar uma das etapas da apuração: “Elli”. Ela gerou leituras dentro do entorno presidencial de que se trataria de uma referência velada ao “Faz o L”, gesto e bordão que se tornou marca registrada das campanhas eleitorais de Lula.

Na prática, Elli pode ser um nome próprio, apesar de não haver indícios de investigados com esse nome nos inquéritos. O significado pode estar ligado também a uma palavra de origem hebraica que significa “luz” ou “o meu Deus”. A PF não se pronunciou para explicar o significado do nome da fase da operação.

Porém, a interpretação de que haveria uma provocação por trás do nome não demorou a circular entre pessoas próximas ao presidente. Aliados de Lula teriam afirmado que a escolha só poderia ter sido feita com a intenção de remeter ao bordão histórico das campanhas petistas, levantando uma suspeita de que o batismo da operação tinha viés político, às vésperas das eleições.