O Irã aproveita a redução na intensidade dos combates diretos com Israel e Estados Unidos para recompor suas capacidades militares e nucleares. Relatórios internacionais apontam que o regime islâmico retomou a fabricação de mísseis balísticos em instalações subterrâneas e intensificou atividades em um complexo nuclear estratégico, gerando alertas de segurança em todo o Oriente Médio.

Como o Irã está conseguindo produzir novos mísseis mesmo sob bloqueio?

O regime iraniano tem focado na montagem de armamentos utilizando componentes que já estavam em seus estoques antes do início das hostilidades mais intensas. Além disso, o país opera em instalações subterrâneas, como o complexo de Khojir, para proteger a linha de produção de possíveis ataques aéreos. Especialistas explicam que a ausência de bombardeios contínuos permite que a infraestrutura danificada seja reparada e que novos itens sejam estocados. Embora a quantidade produzida seja menor do que no período pré-guerra, a fabricação de mísseis de combustível sólido e líquido continua ativa.

O que as imagens de satélite revelam sobre o complexo nuclear na montanha Pickaxe?

Relatórios do Centro de Estudo Estratégicos e Internacionais mostram que o local, conhecido como Kuh-e Kolang, passa por sua maior movimentação já registrada. As imagens indicam que o regime islâmico encerrou a fase de escavações pesadas e avançou para a construção interna e o reforço das estruturas externas. Este complexo fica a cerca de 100 metros de profundidade, escavado em granito sólido, o que torna sua destruição extremamente difícil, mesmo para as bombas mais potentes do arsenal americano, projetadas especificamente para atingir alvos protegidos por camadas profundas de terra e rocha.

Qual é o papel da Rússia e da China no fortalecimento militar iraniano?

Embora o governo iraniano não detalhe publicamente a origem de todas as suas importações militares, diversos relatos apontam que a Rússia e a China têm fornecido ajuda estratégica essencial. Esse apoio externo inclui desde o envio de equipamentos e insumos até a colaboração com informações de inteligência e imagens de satélite, que auxiliam na designação de alvos. Analistas militares observam que essa cooperação internacional é um dos pilares que explicam a resiliência do Irã, permitindo que o país mantenha sua capacidade de combate e defesa antiaérea mesmo após sofrer ofensivas significativas.