O julgamento desta terça-feira (15), que começou a analisar a eventual abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes, pode terminar em empate entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra e a favor da investigação. O impasse está na definição da regra aplicável em caso de igualdade de votos: se prevalece o voto de qualidade do presidente do STF, ministro Edson Fachin, ou se devem ser observados princípios do Direito Penal que favorecem o acusado.

Até o momento, porém, o mérito da petição ainda não foi analisado. Antes da discussão sobre a possível abertura de inquérito, o ministro Gilmar Mendes apresentou questões de ordem que passaram a ocupar os debates do plenário. Entre elas estão o pedido para identificação de magistrados e parentes de até segundo grau eventualmente relacionados aos fatos investigados, a contestação da relatoria assumida pela Presidência do STF e a possibilidade de reunião da PET 16.662 com outro procedimento que envolve o ministro André Mendonça.

As questões preliminares são consideradas decisivas porque podem redefinir o alcance do julgamento e até mesmo a condução processual do caso antes que o plenário examine o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes.

Até o momento, os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Fachin e André Mendonça votaram pela rejeição das questões de ordem. Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes se manifestaram favoravelmente aos pedidos. O ministro Flávio Dino fez uma longa manifestação em defesa da questão de ordem e indicou concordância com as teses apresentadas. Ao final, porém, quando pediu vista, seu voto foi automaticamente desconsiderado.