O governo britânico apresentou nesta sexta-feira (18) um projeto de lei para revogar normas do século 18 que limitam a atuação de primeiros-ministros católicos e judeus. Atualmente, a legislação impede que ocupantes do cargo com essas crenças aconselhem o monarca sobre nomeações na Igreja da Inglaterra. A medida busca modernizar a Constituição e garantir a plena autoridade de Andy Burnham.

Por que o atual primeiro-ministro britânico não pode exercer todas as suas funções?

O atual primeiro-ministro, Andy Burnham, assumiu o cargo em julho de 2026 e é católico. Por causa de leis antigas que datam do final do século 18 e início do 19, ele enfrenta um impedimento jurídico curioso: chefes de governo católicos ou judeus são proibidos de aconselhar o rei ou rainha sobre quem deve ocupar cargos importantes na Igreja da Inglaterra. Essa restrição é um resquício de uma época em que a religião oficial do Estado era protegida contra influências externas, forçando Burnham a transferir essa tarefa específica de aconselhamento para o lorde chanceler do Reino.

Qual é o objetivo central do novo projeto de lei apresentado pelo governo?

O Projeto de Lei de Nomeações Eclesiásticas busca revogar essa última barreira discriminatória na vida pública britânica. Embora a maioria das restrições contra católicos e judeus tenha sido removida ao longo dos últimos duzentos anos, o ponto sobre a influência na Igreja Anglicana permaneceu intocado por falta de precedentes, já que até pouco tempo não havia primeiros-ministros dessas religiões. A nova proposta quer permitir que qualquer premiê, independentemente de sua fé, exerça suas plenas responsabilidades constitucionais, tratando o papel como uma função de Estado e não de crença pessoal.

Como a Santa Sé se posicionou sobre o uso da tecnologia nuclear em fóruns internacionais?

Em uma conferência da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena, o arcebispo Paul Richard Gallagher defendeu que a tecnologia nuclear deve ser guiada por princípios éticos rigorosos. Representando o Vaticano, ele destacou que, embora a energia nuclear tenha um potencial vasto para o serviço da paz e o desenvolvimento humano, ela é inseparável de grandes responsabilidades. O secretário pediu que o avanço tecnológico não resulte na criação de armas nucleares e alertou sobre os riscos da inteligência artificial aplicada à segurança e proteção de instalações em tempos de guerra.