A Receita Federal pediu urgência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no avanço do caso das joias sauditas trazidas ao Brasil a mando do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O órgão chamou a atenção para a decadência: daqui a 38 dias, não será mais possível aplicar multa. O ofício foi protocolado nesta sexta-feira (18) e é assinado pelo delegado Emanuel Henrique Boschetti.

O primeiro conjunto de joias retido pela alfândega chegou ao Brasil em 26 de outubro de 2021, na bagagem de Marcos André Soeiro, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. O prazo para a imposição de penalidades por eventuais infrações aduaneiras é de cinco anos a partir do fato, ou seja, chega ao fim em 26 de outubro de 2026.

No dia 28 de agosto, Moraes autorizou o compartilhamento com a Receita dos laudos produzidos pela Polícia Federal (PF). Antes disso, em 2 de julho, já havia determinado a transferência da custódia das joias para a Alfândega de Guarulhos, responsável pelo procedimento administrativo.

Na mesma decisão, o ministro não viu problemas em compartilhar os documentos, desde que não fossem os únicos elementos a serem utilizados na apuração e que a Receita observasse as garantias do contraditório e da ampla defesa.