A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação de sua prisão preventiva alegando que o prazo para revisão da medida venceu em 31 de agosto. Como argumento, cita o impasse sobre a condução das investigações na Corte, que não pode justificar a manutenção da custódia.

Vorcaro está preso preventivamente desde março no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e, segundo os advogados, permanece sem denúncia formal há seis meses. A defesa afirma que o período de restrição chega a quase um ano quando considerado também o período anterior de prisão domiciliar.

O pedido foi encaminhado a Fachin porque os procedimentos relacionados ao Banco Master e ao INSS foram remetidos à presidência do STF no último dia 12, suspendendo novos atos do relator André Mendonça. Três dias depois, o plenário começou a discutir a relatoria e a competência para conduzir os casos, mas a análise foi interrompida por um pedido de vista do ministro Flávio Dino que pode durar até 90 dias.

“Na sessão plenária de 15 de setembro de 2026, a própria definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista”, afirmam os advogados.