A desastrosa sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da terça-feira (15) abriu nova frente de discussão na direita, se é hora de convocar ou não seus apoiadores às ruas para pressionar os plenários da Corte e do Senado diante do impasse para se autorizar a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

O julgamento deixou profundo mal-estar para milhões de brasileiros e grave desconfiança entre investidores e observadores internacionais, aturdidos com o decadente retrato que pintou da República brasileira. Após oito horas de embates, o plenário do STF decidiu nada decidir e consolidar incertezas.

A crise, portanto, está longe de terminar. O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu também a sessão prevista para quarta-feira (23), enquanto ainda persistem dúvidas sobre rito, relatoria e separação de casos. Se considerar as suspeições e o quórum apertado, a autocontenção da Corte é impossível.

De catimba e bate-boca no plenário da Corte para o clamor das ruas e urnas

O imbróglio reforçou entre setores da direita a tese de que a solução política para a crise passa mesmo pelo Senado, a quem cabe constitucionalmente processar o impeachment de ministros de tribunais superiores. Com a eleição próxima, os senadores da próxima legislatura ganharam um papel essencial.