
Os conservadores ficaram muito preocupados quando a diretora Greta Gerwig anunciou, entusiasmada, que seu próximo filme, As Crônicas de Nárnia: O Sobrinho do Mago, teria Meryl Streep como a voz de Aslam – o leão que o autor C. S. Lewis claramente utilizou como uma figura de Cristo.
Esse tipo de confusão de gênero transmite uma sensação semelhante à do deputado e candidato ao Senado americano James Talarico anunciando que Deus é “não binário”. Gerwig está dando a Nárnia uma roupagem de “ópera rock”, então sabe-se lá o quanto ela vai se distanciar do material original de Lewis.
Sabemos que Gerwig vive um momento de grande prestígio cinematográfico depois de dirigir Barbie, em 2023, um filme saturado de discurso feminista. O crítico de cinema Christian Toto contou dez ocorrências da palavra “patriarcado” naquele filme ridiculamente popular. “Barbie foi inventada primeiro”, disse Gerwig à Vogue na época. “Ken foi inventado depois da Barbie, para reforçar a reputação de Barbie aos nossos olhos e aos olhos do mundo. Esse tipo de mito da criação é o oposto do mito da criação do Gênesis”, continuou.
Muito cuidado com a feminista educada em escola católica!
A mídia cobre os filmes como uma espécie de versão ficcional ou artística de sua própria cruzada esquerdista
Gerwig falou à revista Empire sobre sua estranha escolha de Streep para o papel, sem entrar em detalhes sobre a questão do gênero. “Eu queria alguém que fosse profunda, mas não pretensiosa; que tivesse gravidade, mas não uma seriedade sombria e autocentrada. Alguém que pudesse transmitir profundidade e pathos, assim como alegria e encantamento”, disse ela. “Eu queria alguém com mais de 70 anos, para que houvesse uma sabedoria adquirida pela experiência, mas que também tivesse a capacidade de se maravilhar de forma espontânea, como uma criança.”
A diretora também deixou claro que escolheu Streep, em parte, porque ela é uma das atrizes mais celebradas de nosso tempo. Mas isso não corresponde à descrição que Lewis faz de Aslam, cuja voz seria “profunda o suficiente para ser a voz da própria terra”.
Ninguém viu o filme ainda, então os protestos iniciais podem parecer exagerados. A escolha do ator transgênero Elliot Page para A Odisseia pareceu ter sido concebida como uma provocação para vender ingressos, mas Page apareceu na tela apenas por uns cinco minutos.
Faz sentido esperar que a mídia elitista não produza nenhuma onda de indignação nessa controvérsia envolvendo o cristianismo. Isso é bem diferente do intenso repúdio prévio ao filme de Mel Gibson A Paixão de Cristo, em 2004. Foi a maior história relacionada ao antissemitismo nas redes de televisão em 2003, já que quase todos os 66 segmentos das redes sobre o filme de Gibson, na ABC, CBS e NBC, mencionaram essas acusações.
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Mas, quando a esquerda secular transforma o cristianismo em outra coisa, as redes de televisão a promovem. Aconteceu com a adaptação cinematográfica de O Código Da Vinci, 20 anos atrás, que foi “fiel” ao material original anticristão. Se um cristão conservador adaptasse energicamente O Código Da Vinci em uma história ortodoxa, a mídia teria enlouquecido.
Vamos apenas afirmar o óbvio, que talvez já tenha sido excessivamente explorado: Se Greta Gerwig quisesse fazer uma “ópera rock” sobre Maomé, jamais conseguiria nem sequer uma reunião de cinco minutos em Hollywood. Frases como “Maomé é não binário” jamais sairiam do papel. Se um filme assim conseguisse ser produzido, os cineastas precisariam de um abrigo antibombas.
A mídia cobre os filmes como uma espécie de versão ficcional ou artística de sua própria cruzada esquerdista. É “corajoso” e “heroico” promover firmemente a versão da história ou da cultura própria do pensamento progressista, seja na ficção ou na não ficção. Por outro lado, um filme com uma orientação conservadora ou uma visão de mundo cristã ortodoxa está fadado a ser retratado como uma obra de propaganda sem vida, isso se não for apresentado como uma perigosa provocação de ódio.
Quando escolhemos nossas opções de mídia jornalística, pode parecer que estamos diante de duas narrativas nitidamente diferentes, ou de dois filmes diferentes. Portanto, não é surpreendente que esses mesmos compartimentos ideológicos levem suas ideologias (e teologias) para as salas de cinema ou para as plataformas de streaming.
Tim Graham é director de análises de mídia do Media Research Center e editor-executivo do blog NewsBusters.
©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Hollywood Feminist Makes Over Jesus to Sound Like Meryl Streep

















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