O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça explicou o motivo pelo qual o magistrado se opôs à disponibilização dos dados brutos do celular de Daniel Vorcaro aos colegas de Corte, mesmo recebendo o material em março e solicitando uma cópia em julho. As explicações foram divulgadas nesta terça-feira pela Folha de São Paulo e fazem parte de respostas prestadas pelo gabinete a questionamentos da imprensa durante a crise no Supremo.

De acordo com o gabinete, a obtenção em julho dizia respeito a um procedimento já avançado do caso Master, com pessoas formalmente investigadas. Já no caso do relatório sobre as relações entre o ex-dono do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes, não há, até o momento, nenhuma investigação instaurada.

O texto alega que os dados do celular de Vorcaro foram entregues voluntariamente pela Polícia Federal (PF), e que Mendonça não acessou o material, que permaneceu lacrado. É detalhado ainda o procedimento pelo qual é possível verificar o número dos lacres e compará-los com o número nos ofícios de entrega.

O ministro Cristiano Zanin iniciou a ofensiva pelos dados brutos após o levantamento dos sigilos do caso Master. Ele afirmava que ele e os colegas estavam em desigualdade de condições em relação a Mendonça, uma vez que o relator teria o acesso ao material na íntegra. Depois disso, Gilmar Mendes e Moraes também fizeram o mesmo pedido.