A reta final de uma campanha eleitoral é sempre reveladora, e mostra do que são capazes os candidatos. Principalmente quem está no poder, e que normalmente tem à sua disposição mais ferramentas para tentar uma vantagem na chegada.

Pois Lula mostrou isso nessa semana, quando a maioria das pesquisas firmou um empate técnico, ou ao menos a redução da vantagem que o atual presidente tinha como certa. E, precisando mudar o assunto (já que a crise do Supremo e as mensagens da lobista sobre Lulinha o estavam machucando), Lula decidiu apostar em duas mentiras, digamos, “ecumênicas”.

A primeira foi voltada para os católicos. As fake news de que Flávio Bolsonaro ou seu grupo pretendiam aprovar um projeto que destituía Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil nasceram para jogar o eleitor católico contra Flávio. A falsa notícia foi desmentida por jornalistas que a difundiram, mas Sua Excelência, ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, tornou-se um arauto da liberdade de expressão, atropelou o TSE e permitiu a difusão da mentira.

A proibição das bets não passa de uma mentirinha na semana da eleição. Quando a medida provisória caducar, ali na frente, ficará evidente a encenação