O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu, na tarde deste domingo (11), a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, e autorizou o funcionamento do canal “Exército do Lula” no WhatsApp.

A equipe jurídica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o canal, criado e administrado pelo deputado federal André Janones, de funcionar como uma central de comando para a difusão coordenada de conteúdos inverídicos.

Cueva já analisava o pedido da campanha do PL e havia solicitado mais informações. Pouco depois, a defesa de Flávio apresentou um pedido administrativo diretamente ao presidente do TSE, que acatou a demanda.

Ao analisar a sobreposição de medidas, corregedor enfatizou que a busca por providência idêntica na via administrativa suscita sérias “preocupações” institucionais sobre a preservação da competência do juiz natural.