O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou nesta quinta-feira (22) o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para suspender imediatamente disparos de mensagens pelo governo federal via WhatsApp e RCS. O ministro acolheu a ação de investigação judicial eleitoral (Aije) e deu prazo de 5 dias para a manifestação das partes.

Na petição, os advogados do senador classificam o episódio como o “maior caso de uso da máquina pública em favor de uma candidatura presidencial” na história democrática do país. Cueva argumentou que, em juízo preliminar, os envios realizados pela conta oficial “GovBR” e por plataformas governamentais possuem caráter administrativo, informativo e de orientação social.

Segundo a decisão, as mensagens examinadas não contêm pedidos expressos de voto nem referências diretas a candidatos, o que torna inadequada uma ordem “genérica” de suspensão sem a comprovação de desvio eleitoral em casos individualizados.

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