O pedido da Polícia Federal (PF) para prorrogar por mais 90 dias as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acirrou questionamentos sobre a demora no andamento dos três inquéritos contra o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de especialistas, a extensão do prazo pode ser interpretada como mais um fator de adiamento das apurações, em meio à paralisação dos processos no STF, onde solicitações relacionadas ao caso seguem travadas há meses.

Apesar das declarações feitas por Roberta Luchsinger à CNN Brasil, na última semana, com acusações que ampliaram a pressão política sobre o presidente Lula e Lulinha, a Gazeta do Povo apurou que os três inquéritos contra o empresário permanecem sem avanços relevantes há semanas.

Dois procedimentos sob relatoria do ministro André Mendonça, que foram encaminhados temporariamente ao presidente da Corte, Edson Fachin, estão estagnados. Outro caso, sob responsabilidade de Flávio Dino, também permaneceu sem movimentações importantes, principalmente durante o período eleitoral.

O contraste entre a repercussão das acusações e a situação das investigações levanta questionamentos sobre a condução dos procedimentos, especialmente porque Roberta foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF, enquanto Lulinha não sofreu medida semelhante, apesar de aparecer no centro das suspeitas de tráfico de influência em repartições ligadas ao governo federal, o que é negado pelo filho do presidente.