O governo americano negou através do secretário de Estado, Marco Rubio, que foi perguntado e disse: “Não, a gente não fez nenhum esquema, nós não participamos da saída de Flávio do Brasil”.
É para evitar problemas diplomáticos com o Brasil, assim como o Brasil quer evitar problemas diplomáticos com a Argentina por causa disso. Vai ter um encontro do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, com Marco Rubio, em breve.
Então, Rubio nega, mas o governo americano deu asilo, esperou com visto normal. Flávio Bolsonaro (PL) disse que a família já tinha visto, vai ter a permanência nos EUA, a residência.
Então, o Flávio explicou que decidiu na hora que o pai dele viu a intimação sobre entrega de passaporte e a decisão de que não poderia sair do país, o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, disse: “Olha, já começou? Começou a perseguição”. E o Flávio disse: “Então, eu já sei o que fazer”. Foi assim.
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Michelle transmite mensagem sóbria de Jair Bolsonaro
Agora eu vou repetir aqui uma mensagem muito, muito sóbria, sábia da Michelle Bolsonaro (PL-DF) em nome de Jair Bolsonaro. Ela fala como uma porta-voz. Ela disse:
“Ele, Jair, se entristece quando vê notícias falsas atribuindo a ele manifestações mentirosas que pregam a divisão, apontam injustamente supostos culpados e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados. Ele sente respeito, carinho e gratidão por essas pessoas.”
É uma mensagem para o chamado público interno, que está se digladiando tal como o PT fez no primeiro turno com a derrota. Começam a procurar culpados.
Ajuste fiscal não está entre as prioridades
Bom, vamos ao governo Lula. Olha só que interessante, uma declaração do ministro Guilherme Boulos (Psol-SP): “O tesouraço foi derrotado nas urnas. A agenda econômica é de quem ganhou”.
Aí vem o José Guimarães (PT-CE), que sempre esteve em lideranças do governo, e diz: “O ajuste fiscal não está nas prioridades”. A escolha foi, portanto, de 64 milhões de brasileiros. Pena que as consequências serão pagas também por outros 60 milhões de brasileiros, que ficam sem ajuste fiscal, sem conter a dívida, sem conter os juros. É uma escolha que atinge todo mundo.
Lula não cumpriu juramento de defesa da Constituição
Lula nunca prometeu resolver o problema econômico, nunca prometeu. Não está sequer descumprindo promessa de campanha. O que ele prometeu no atual mandato e vai ter que prometer ao ser empossado no Congresso é defender a Constituição.
Isso ele não cumpriu, porque a Constituição foi atacada, rasgada, desrespeitada muitas vezes e o presidente não abriu a boca, mas ele jurou defender a Constituição. Em um país sério, isso seria motivo para uma discussão moral sobre um juramento não cumprido.
Existe até um crime de falso testemunho. Isso é muito grave. Fazer um juramento solene, diante da Constituição — acho que aqui não se faz diante da Bíblia — e diante do Congresso Nacional, dos representantes do povo e dos estados, e, depois, não cumprir. Ele vai ter que jurar de novo defender a Constituição.
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Indicações de eleitos para cargos no governo desrespeitam voto
Bom, uma outra questão contra a qual eu me insurjo, porque está desvalorizando você, eleitor. Você escolhe um sujeito para governar de novo, pois você aprovou o governo dele. A maioria dos eleitores do Piauí aprovaram o governo de Rafael Fonteles (PT) e o reelegeram.
Agora estão falando que o Fonteles pode ir para o Ministério da Fazenda. Como assim? Para ser um mero auxiliar do presidente da República? Um mero ministro do presidente? Que é o mesmo que secretário. Nos Estados Unidos, por exemplo, não se chama de ministro, mas de secretário.
Quando o povo, a maioria do povo do Piauí, escolheu Rafael Fonteles para ser governador, para continuar sendo governador, cogitam sua saída. Isso é muito grave.
Da mesma forma, eu vejo acontecer com pessoas recém-eleitas ao Senado, como o Rui Costa (PT-BA). Já estão falando: “Não, o Rui Costa vai ser ministro”. Como? O povo da Bahia elegeu Rui Costa para ser o representante do estado no Senado Federal.
Tem gente aí, está cheio de gente que ficou desempregada. O João Campos (PSB), lá do Recife, a Gleisi Hoffmann (PT), o Fernando Haddad (PT). Bom, esses podem ser ministros.
Eu disse isso para o Eduardo Bolsonaro quando ele estava querendo ser embaixador nos Estados Unidos: “Espera aí, você vai trair 1,8 milhão de eleitores de São Paulo? Isso é uma traição”. O sujeito se torna o mandatário e abandona? Recebeu uma procuração do povo e abandona a procuração para ser empregado de outro? É incrível.
Câmara discute voto distrital
Na Câmara dos Deputados estão discutindo outra questão, que ninguém entende como certos deputados que não têm voto são eleitos e outros, que foram muito mais votados, não são eleitos. E agora estão falando em voto distrital misto.
Eu acho que não, acho que tem que ser distrital mesmo, distrital pleno, puro. Cada área geográfica do Estado brasileiro tem uma vaga e tem vários candidatos para aquela vaga e aquele sujeito vai representar aquela área na Câmara dos Deputados.
Bom, é o Hugo Motta (Republicanos-PB) que está falando isso. Aliás, Hugo Motta e Davi Alcolumbre (União-AP) estão querendo ficar. Meu Deus, será que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não têm gente melhor?
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