A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja declarado impedido de relatar o inquérito que apura a relação do parlamentar com o advogado Willer Tomaz. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, e inclui a solicitação de redistribuição do caso ao ministro André Mendonça.

Os advogados sustentam que Moraes deveria deixar a investigação porque teria utilizado uma aeronave vinculada à estrutura empresarial investigada pela Polícia Federal. O avião também aparece na apuração sobre a relação entre Flávio e Willer, que são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro.

A defesa argumenta que a investigação pode alcançar circunstâncias relacionadas ao próprio ministro, ainda que ele tenha participado apenas como passageiro. Segundo a petição, a conexão envolvendo a aeronave e a sociedade Fraction 024, cujas cotas teriam sido destinadas ao escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, justificaria o afastamento.

Caso o STF não reconheça o impedimento, os advogados pedem que seja declarada a suspeição do ministro.