A derrota republicana nas eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos, realizadas nesta terça (3), reduziu o poder do presidente Donald Trump no Congresso. Os democratas assumiram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.

O resultado impõe contrapesos à Casa Branca, reacende o apetite por investimentos no Brasil e abre espaço para negociações sobre tarifas — mas o poder de veto presidencial e possíveis novas tarifas mantêm o alívio comercial longe de ser automático.

A vitória expressiva dos democratas pode refletir a insatisfação dos eleitores com a gestão econômica de Donald Trump e os efeitos da guerra contra o Irã, que elevou significativamente os preços dos combustíveis e o custo de vida americano. Segundo o banco francês BNP Paribas, a variação de preços nos EUA alcançou 28% em cinco anos e levou os juros imobiliários acima de 7% ao ano.

O que a derrota de Trump abre para o Brasil

O economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, aponta que o principal efeito do pleito é a dissolução do risco de crise institucional nos Estados Unidos: “O ponto mais importante: com a aceitação do resultado por Donald Trump, sai do radar o risco institucional que poderia haver”.