O Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou nesta quinta-feira (5) uma lista de minerais considerados críticos ou estratégicos, como parte da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).

O movimento amplia o controle estatal sobre operações comerciais e participações estrangeiras no setor mineral. Com ele, as empresas que trabalham com os minerais listados devem submeter a homologação qualquer alteração direta ou indireta no controle societário.

Há também incentivos financeiros: os projetos envolvendo os minerais listado poderão obter benefícios específicos, como o acesso ao Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM). O governo pode injetar até R$ 2 bilhões neste fundo. A participação na lista, porém, não gera acesso automático aos benefícios.

A pauta combina o contexto econômico e tecnológico global e o discurso de soberania nacional adotado pelo governo do presidente Lula (PT). Os minerais críticos e estratégicos são utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos de energia renovável, semicondutores e tecnologias militares. A crescente demanda por esses insumos ampliou a disputa internacional pelo acesso às reservas e pelo controle das cadeias de processamento.