O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta segunda-feira (4) a mascote Pilili, boneco infantil “sem gênero” que tem o papel de aproximar a população do voto eletrônico. O personagem — cujo nome é uma onomatopeia em alusão ao som emitido pela urna no momento da confirmação do voto — apareceu no evento que marcou os 30 anos do processo eletrônico, em meio a uma crescente desconfiança da população, segundo pesquisa recente.
De acordo com o TSE, Pilili não seria “nem ele, nem ela”, afinal, surgiu da “inspiração de uma máquina” e não ter gênero simboliza neutralidade. Não teria voz nem preferência partidária, sendo apenas um “símbolo da democracia”. “Ele se comunica por gestos e também de forma gráfica, por meio de textos em legendas e balões de fala em animações e posts”, diz o material de divulgação do TSE.
VEJA TAMBÉM:
-

Carmen Lúcia diz que urnas eletrônicas acabaram com fraudes
- Desconfiança em urnas eletrônicas aumenta
No evento de lançamento, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, declarou que o processo “eliminou fraudes eleitorais”, como o voto de terceiros e a manipulação de resultados. A afirmação da ministra contrasta com a opinião da população que, de acordo com pesquisa de fevereiro, desconfia do processo eletrônico na ordem de 43% — que é o dobro da marca registrada nas últimas eleições, em 2022.

A urna eletrônica foi implantada no Brasil pela primeira vez nas eleições municipais de 1996. Desde então, os resultados das eleições passaram a ser proclamados poucas horas depois da votação.

















Leave a Reply