Advertisement

Cabeleireiro esfaqueado em SP: Corregedoria vai apurar registro como lesão

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu um procedimento para apurar o registro do caso da cliente que esfaqueou o cabeleireiro em um salão de beleza na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, na semana passada.

A ocorrência foi registrada como lesão corporal, mas a defesa de Eduardo Ferrari sustenta que houve tentativa de homicídio e crime de homofobia contra o profissional.

O caso ocorreu na terça-feira (5), quando Laís Gabriela Barbosa da Cunha teria retornado ao salão após ficar insatisfeita com procedimento capilar realizado um mês antes.

A Polícia Civil lamentou o ocorrido e informou que Eduardo, junto à advogada Quecia Montino, prestou novo depoimento na sede da Corregedoria nesta segunda-feira (11).

Em nota, a corporação disse que a tipificação de uma ocorrência é realizada “a partir dos elementos disponíveis no momento do registro, podendo haver reavaliação jurídica dos fatos no decorrer da investigação”, caso haja novos desdobramentos, como novas provas e outros depoimentos.

Além disso, reforçou que não há nenhum prejuízo relacionado ao trabalho das polícias ou das autoridades judiciárias no processo.

As defesas dos envolvidos foram procuradas, mas não responderam até o momento. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

De acordo com as investigações, a cliente retornou ao estabelecimento na avenida Marquês de São Vicente para exigir a devolução dos valores pagos pelo serviço.

Diante da negativa do estorno, uma vez que o procedimento havia sido concluído, a mulher passou a agir de forma agressiva e desferiu uma facada nas costas do profissional de maneira inesperada.

Funcionários e seguranças do local contiveram a autora até a chegada da Polícia Militar. Apesar da gravidade do ferimento, Eduardo Ferrari recebeu atendimento médico e está fora de risco, embora permaneça com forte abalo emocional.

Após o ocorrido, a defesa do cabelereiro sustenta que a dinâmica da agressão, a violência empregada e o local atingido justificam o enquadramento como tentativa de homicídio. “A dinâmica da agressão e demais circunstâncias merecem uma análise mais aprofundada”, afirmou a defesa em nota.

Além da agressão física, o corpo jurídico analisa medidas criminais contra possíveis condutas de cunho homofóbico praticadas pela investigada durante a ação. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Em comunicado, a defesa da vítima informou que Eduardo encontra-se profundamente abalado em razão do ocorrido, mas, felizmente, está bem e fora de risco.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *