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Rússia testa novo míssil nuclear que poderia atingir EUA e Europa

A Rússia implantará seu novo míssil nuclear estratégico no final deste ano, afirmou o presidente Vladimir Putin nesta terça-feira (12), pontuando que ele é “o mais poderoso do mundo”.

O míssil é chamado Sarmat e foi projetado para conseguir transportar ogivas nucleares e atingir alvos a milhares de quilômetros de distância, como os Estados Unidos ou a Europa. Sua implantação ocorre após anos de contratempos e atrasos.

Putin, em declarações televisionadas, disse que o poder de destruição da ogiva é mais de quatro vezes maior do que qualquer equivalente ocidental e que seu alcance ultrapassa 35 mil km.

“Ele tem a capacidade de penetrar todos os sistemas de defesa antimísseis existentes e futuros”, afirmou.

Analistas de segurança ocidentais avaliam que o presidente russo fez afirmações exageradas sobre as capacidades de algumas das armas nucleares de nova geração da Rússia.

O Sarmat já apresentou falhas no passado – um teste em setembro de 2024 deixou uma cratera profunda no silo de lançamento, segundo especialistas ocidentais.

Rússia diz que fez teste bem-sucedido do míssil nuclear

A TV estatal mostrou Sergei Karakayev, comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, relatando a Putin o que ele descreveu como um teste bem-sucedido do míssil Sarmat nesta terça.

“O destacamento de lançadores equipados com o sistema de mísseis Sarmat aumentará significativamente as capacidades de combate das forças nucleares estratégicas terrestres, garantindo a destruição de alvos e solucionando problemas de dissuasão estratégica”, comentou Karakayev.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, Putin tem reiteradamente alertado sobre a dimensão e o poder do arsenal nuclear russo. Mesmo assim, essas declarações são vistas pelo Ocidente como tentativas de dissuadir intervenções de forma muito incisiva ao lado da Ucrânia.

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