
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, recuou parcialmente do tom adotado contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas críticas sobre o áudio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, após a repercussão negativa entre aliados da direita. Mas evitou fazer um pedido explícito de desculpas ou retirar as críticas feitas ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em declaração neste sábado (16), durante um evento do partido Novo em Belo Horizonte, voltado ao lançamento de pré-candidaturas, Zema afirmou que o episódio é uma “página virada”, embora tenha reiterado que ficou “muito decepcionado” com o caso e que agiu “de acordo com princípios e valores”.
A fala ocorre após o desgaste provocado por um vídeo publicado por Zema nesta semana, no qual classificou como “imperdoável” a postura de Flávio Bolsonaro em audio com o dono do Banco Master. O senador teria solicitado recursos para financiar um filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Na gravação divulgada anteriormente, Zema afirmou que o episódio representava “um tapa na cara dos brasileiros de bem” e tentou explorar o caso como símbolo de incoerência ética dentro da direita.
Após a forte reação de bolsonaristas, porém, o ex-governador adotou um discurso mais cauteloso. Disse continuar respeitando Jair Bolsonaro e relembrou sua atuação em favor do ex-presidente no segundo turno de 2022 em Minas Gerais.
O movimento foi interpretado nos bastidores como uma tentativa de evitar rompimento definitivo com o eleitorado bolsonarista mais fiel, considerado essencial para qualquer candidatura competitiva da direita em 2026.
O próprio Flávio Bolsonaro reagiu às críticas e afirmou que Zema teria se precipitado ao comentar o caso antes de ouvir sua versão.
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