A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 segue um caminho bastante semelhante ao percorrido pelo projeto de lei do imposto de renda. A avaliação é de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, em entrevista ao WW desta segunda-feira (18). Para ele, a tramitação da proposta está “muto bem endereçada”.
“Como a gente viu, tem um apelo popular muito forte. O governo, em muitas oportunidades, cita a questão da escala 6×1 como uma das prioridades da sua agenda”, destacou Noronha.
O analista lenbrou que o assunto ganhou destaque público desde o ano passado, quando foi mencionado no tradicional discurso de final de ano transmitido em cadeia de televisão. A pauta voltou a ser reforçada também no Dia Internacional da Mulher. “Esse é um tema que o governo aposta muito para melhorar seus índices de popularidade”, declarou Noronha.
Além do empenho do governo, Noronha identificou um interesse expressivo das lideranças da Câmara dos Deputados em avançar com o projeto. Segundo ele, Hugo Motta (Republicanos-PB) traçou um cronograma considerado otimista, que já prevê a votação do texto no plenário da Câmara na última semana de maio.
Senado é o grande desafio
Apesar do otimismo na Câmara, Noronha apontou o Senado Federal como o principal obstáculo para a aprovação da proposta. No entanto, ele sinalizou que a expectativa, com base em conversas realizadas, é de que a Casa também dê uma tramitação ágil ao tema, dado o forte apelo popular que a medida carrega.
O analista ainda contextualizou a PEC da 6×1 dentro de um movimento mais amplo do governo. Segundo levantamento do CNN Money, entre anúncios, reforços orçamentários a programas já existentes e subsídios, o conjunto de medidas prevê injetar R$ 227 bilhões na economia em 2026. “O governo está jogando todas as fichas para melhorar seus índices de popularidade, não apenas na escala 6×1”, concluiu Noronha.

















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