
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (20) que não vai escalar as ações contra Cuba, horas após o governo americano ter anunciado o indiciamento do ex-ditador cubano Raúl Castro.
“Não haverá escalada. Não acho que seja necessário”, disse Trump a jornalistas, segundo informações do jornal inglês The Guardian. “Vejam, aquele lugar está caindo aos pedaços. Eles [regime comunista] realmente perderam o controle de Cuba.”
Trump foi questionado se poderá haver uma ação militar em Cuba nos moldes da que ocorreu em janeiro na Venezuela para capturar o então ditador Nicolás Maduro, que, assim como Castro, havia sido indiciado pelos Estados Unidos (no caso do venezuelano, por acusações relacionadas a narcoterrorismo) antes de ser detido. “Não quero dizer isso”, respondeu o presidente americano.
Na quarta-feira, o governo Trump anunciou o indiciamento de Raúl Castro pelas mortes de quatro ativistas cubano-americanos no abate de dois aviões civis em 1996.
Alegando que a ilha abriga bases militares e de inteligência de adversários dos Estados Unidos, Trump já vinha adotando antes do indiciamento de Castro uma série de medidas contra Cuba, como ameaçar impor tarifas a quem enviar petróleo ao país caribenho, intensificar as sanções contra o regime e afirmar que a ilha seria “a próxima” após as ações militares americanas na Venezuela e no Irã.
Nesta semana, a imprensa americana informou que o porta-aviões USS Nimitz e seu grupo de ataque chegaram ao Caribe, aumentando as especulações sobre um ataque a Cuba.

















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