
Após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta quarta-feira (29) que lutou “o bom combate”, mas destacou que “não é simples” para alguém com sua trajetória “passar por uma reprovação”.
“Agradeço os votos que recebi. Faz parte do jogo democrático saber ganhar e saber perder. Não é simples para alguém com minha trajetória passar por uma reprovação. Mas quero dizer algo muito importante: eu aprendi que minha vida está nas mãos de Deus”, disse o AGU, em coletiva à imprensa após a votação. Assista ao vídeo da entrevista:
O plenário derrubou a indicação por 42 votos contrários e 34 favoráveis, marcando uma derrota histórica para o presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT). “A vida é assim, tem dias de vitória e derrota. O Senado é soberano”, afirmou.
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Messias relatou que desde sua indicação, em novembro de 2025, vem sendo alvo de um processo de “desconstrução” de sua imagem por opositores.
“Passei por cinco meses de desconstrução da minha imagem, toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso”, disse.
Emocionado, ele agradeceu a Lula, a sua família e aos seus “irmãos” evangélicos. Messias disse não encarar a derrota como o fim de sua história. “Lutei o bom combate, como todo cristão. Preciso aceitar o plano de Deus na minha vida. Sei que minha história não acaba aqui”, ressaltou.
“Sou servidor de carreira concursado, não preciso de um cargo público para me sustentar, para ter qualquer tipo de benefício pessoal. Construí minha vida pelo estudo”, completou.
Os ministros da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, e da Defesa, José Múcio, estavam ao lado de Messias. Guimarães disse que a indicação preencheu todos os requisitos constituicionais necessários.
“Cabe agora ao Senado explicar as razões dessa desaprovação e nós, evidentemente, aceitarmos o resultado com a maior serenidade possível… Em nome do governo do presidente Lula, nós queremos saudar esse momento e dizer que aceitamos a decisão do Senado”, afirmou o chefe da SRI.
















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