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Deputado do PT pede prisão de Flávio Bolsonaro por suposto pagamento de Vorcaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta quarta-feira (13) que pedirá a prisão do pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), após suposto pedido de pagamento feito pelo presidenciável a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

As representações serão encaminhadas à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O petista também deve solicitar o bloqueio de bens do senador, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do PL.

“Flávio Bolsonaro tem que ser preso imediatamente… É tudo muito grave. Essa turma tá envolvida até o pescoço no escândalo do Master. Tudo precisa ser investigado e Flávio solto pode interferir nas investigações. Preventiva já!”, disse Lindbergh no X.

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  • Flávio teria negociado com Vorcaro financiamento milionário para filme sobre Bolsonaro

Mais cedo, o The Intercept Brasil divulgou uma troca de mensagens de texto e áudio atribuídas a Flávio e Vorcaro, na qual o senador teria negociado um repasse de R$ 134 milhões do banqueiro para financiar a produção de do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente biográfico sobre Jair Bolsonaro (PL).

Questionado sobre a publicação ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio riu e disse que trata-se de uma “mentira”. Em nota, o senador disse que era apenas “um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai”.

“Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, afirmou Flávio.

Segundo o The Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos por Vorcaro entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o filme sobre Bolsonaro.

O The Intercept Brasil teve acesso a mensagens de Vorcaro com diversos interlocutores que abrangem um período de dezembro de 2024 a novembro de 2025. Segundo a publicação, as informações divulgadas foram verificadas por meio de cruzamento de informações contidas nos diálogos com dados públicos e sigilosos.

A coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que o publicitário Thiago Miranda, dono da agência que contratou influenciadores para atuarem em favor do Master, confirmou que também intermediou a negociação que levou Vorcaro a aportar R$ 62 milhões no filme sobre Bolsonaro. Miranda disse à coluna que os repasses previstos seriam maiores, mas foram suspensos diante da crise da instituição.

Veja a íntegra da nota de Flávio Bolsonaro

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet.

Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme.

Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.”

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