
Após o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) classificar as mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, como “imperdoáveis”, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) relembrou uma doação de R$ 1 milhão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, ao diretório estadual do Novo em Minas Gerais.
O dado consta na prestação de contas anual de 2022 enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está registrado como sendo destinado à manutenção do partido. Não há, no entanto, o registro de doação específica da família Vorcaro para a campanha de Zema.
Os dados da Justiça eleitoral ainda mostram que Felipe Cançado Vorcaro, primo do empresário apontado como operador financeiro da organização criminosa, doou R$ 50 mil para a campanha de Lucas Gonzalez, também do Novo, ao cargo de deputado federal por Minas Gerais. A mãe de Daniel Vorcaro, Aline Bueno Vorcaro, também fez uma doação de R$ 1.064 ao candidato, mesmo valor doado por Felipe em 2018. Lucas foi eleito em 2018, mas não obteve a reeleição em 2022.
A Gazeta do Povo entrou em contato com Lucas Gonzalez. O espaço segue aberto para manifestação.
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O que diz o diretório do Novo em MG
O diretório estadual do Novo emitiu uma nota:
“O Partido Novo Minas Gerais reafirma seu compromisso com a transparência, o exemplo e a responsabilidade pública.
Quanto aos fatos atuais, defendemos que as investigações relacionadas ao Banco Master possuem gravidade e relevância pública, razão pela qual defendemos a continuidade das apurações pelos órgãos competentes, bem como a atuação firme das instâncias de fiscalização e controle. Também consideramos fundamental a instalação imediata da CPI do Banco Master.
É pública e devidamente registrada nas prestações de contas do partido a doação feita por Henrique Vorcaro ao Partido Novo nas eleições de 2022. Na época, as ilegalidades do Banco Master ainda eram desconhecidas. Desde que o caso veio à tona, o partido e sua bancada no Congresso têm criticado e atuado na investigação dos escândalos em que o banco está envolvido.
O Novo jamais escondeu a origem de suas doações, tampouco condiciona sua atuação política aos interesses dos milhares de doadores que contribuem voluntariamente com o partido.
Essa sempre será a postura do Novo: independência absoluta, compromisso com a legalidade e coragem para denunciar quaisquer indícios de irregularidade, independentemente de quem esteja envolvido.”
















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