O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), de São Paulo, saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quinta-feira (14) após a divulgação de mensagens em que o parlamentar cobra pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mesmo com a repercussão do caso, Tarcísio afirmou que o episódio não deve enfraquecer a pré-candidatura presidencial dele para as eleições deste ano.
As mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil apontam que Flávio teria tratado de um repasse de R$ 134 milhões para financiar o longa-metragem estrelado pelo ator Jim Caviezel. Inicialmente, o senador negou qualquer negociação, mas depois confirmou que possuía contrato com Vorcaro e alegou atraso nos pagamentos previstos para a conclusão do projeto.
“Acho que não [enfraquece a candidatura de Flávio Bolsonaro]. Existe uma fadiga do PT em vender esperança. As pessoas estão sem norte, estão tomadas pela desesperança, esperando um projeto”, declarou o governador em uma entrevista em um evento em São Paulo.
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Tarcísio de Freitas também afirmou que Flávio reagiu rapidamente às denúncias e buscou explicar o conteúdo revelado.
“O Flávio imediatamente procurou dar os esclarecimentos, falou do que se tratava. Acho que o Flávio precisa continuar dando os esclarecimentos à medida que as perguntas forem aparecendo”, disse.
Durante entrevista coletiva, Tarcísio ainda associou o caso à crise envolvendo o Banco Master e afirmou que a população não tolera mais suspeitas de corrupção.
“Hoje o escândalo do banco Master está no centro das atenções de todos os brasileiros. Brasileiro não tolera mais corrupção”, afirmou.
Flávio confirma cobrança
Horas após a divulgação das mensagens, Flávio Bolsonaro confirmou que procurou Vorcaro para buscar patrocínio privado ao filme sobre a trajetória política do pai. O senador afirmou que não houve uso de recursos públicos e negou qualquer irregularidade nas tratativas.
“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou o senador em uma nota oficial.
Flávio Bolsonaro diz que conheceu Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando o governo do pai já havia terminado e ainda não existiam suspeitas públicas envolvendo o banqueiro. O parlamentar também declarou que voltou a procurar o empresário após atrasos nos pagamentos necessários para finalizar a produção cinematográfica, e que não ofereceu qualquer vantagem financeira em troca de apoio financeiro.
“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou.
Em outro trecho da nota, o senador tentou transferir a pressão política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a abertura de uma investigação sobre a relação entre integrantes do Palácio do Planalto e Daniel Vorcaro.
“Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, concluiu Flávio Bolsonaro.

















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