
O governo de Santa Catarina lançou o programa Mais Verde, que investirá R$ 70 milhões para remunerar pequenos produtores rurais que preservam matas nativas em suas terras. Anunciada em maio de 2026, a iniciativa quer proteger 100 mil hectares e valorizar o serviço ambiental do agricultor.
Quem pode receber o dinheiro do programa Mais Verde?
O benefício é voltado para pequenos produtores rurais com propriedades de até quatro módulos fiscais (unidade de medida de terra que varia por município). Para participar, o agricultor deve ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e comprovar que pelo menos 40% da sua área total é coberta por floresta nativa preservada.
Qual é o valor pago e como ele será entregue ao produtor?
O pagamento será feito em parcela única, direto na conta do beneficiário. Os valores são calculados por hectare preservado, variando entre 1 e 10 hectares por propriedade. O auxílio pode chegar a R$ 5,4 mil, mas existem bonificações extras para áreas estratégicas ou produção orgânica que podem elevar o total para até R$ 7,5 mil.
O que são os chamados serviços ambientais citados no programa?
Serviços ambientais são os benefícios que a natureza bem cuidada traz para todos, como a purificação da água, a melhoria da qualidade do ar e a manutenção da fertilidade do solo. O programa muda a lógica atual: em vez de apenas punir quem desmata, a ideia é recompensar o produtor que atua como um ‘guardião’ desses recursos naturais essenciais.
Quais áreas terão prioridade na hora de receber os investimentos?
O governo vai priorizar regiões que sofrem com secas frequentes e locais que funcionam como corredores ecológicos (áreas de mata que ligam florestas isoladas, permitindo o movimento de animais). Também ganham vantagem propriedades que protegem espécies ameaçadas e aquelas que possuem reservas particulares reconhecidas.
Por que o programa recebe críticas de alguns economistas?
Alguns especialistas argumentam que a meta de atingir 20 mil produtores é pequena diante do total de agricultores familiares no estado. Além disso, há o questionamento financeiro: em alguns casos, o lucro obtido com o plantio de soja na mesma área poderia ser até quatro vezes maior do que o valor oferecido pelo governo para manter a floresta em pé.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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