O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia anunciou, no fim da noite de quarta-feira (20), o término de funções do embaixador boliviano no país, Ariel Percy Molina Pimentel, como um medida recíproca. Horas antes, o governo da Bolívia havia pedido à embaixadora colombiana, Elizabeth García, que deixasse o país, sob a alegação de interferência em assuntos internos.
Em comunicado, a chancelaria afirma que a medida de expulsão de Pimentel foi declarada “por reciprocidade” e enfatiza que “não houve, por parte de nenhum funcionário ou membro do Governo nacional, interesse ou intenção de interferir nos assuntos internos da Bolívia”.
Comunicado de prensa del Ministerio de Relaciones Exteriores de la República de Colombia, considerando la reciente decisión adoptada por el Gobierno del Estado Plurinacional de Bolivia. pic.twitter.com/wlR67p88Wt
— Cancillería Colombia (@CancilleriaCol) May 21, 2026
Ainda em nota, o governo colombiano diz que “mantém sua disposição de acompanhar, sempre que solicitado pelo Governo boliviano, iniciativas em favor da paz, do diálogo político, das vias institucionais, da participação cidadã e da observância dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, em conformidade com os princípios e normas do direito internacional.”
Na tarde de quarta-feira, o governo da Bolívia pediu à embaixadora colombiana, Elizabeth García que deixasse o país, alegando preocupações com a soberania e interferência em assuntos internos, segundo o Ministério das Relações Exteriores boliviano, em meio ao aumento das tensões diplomáticas devido aos protestos antigovernamentais em curso.
Em comunicado, a chancelaria boliviana afirma que “a decisão adotada responde à necessidade de preservar os princípios de soberania, não ingerência em assuntos internos e respeito mútuo entre Estados, pilares fundamentais da convivência internacional e das relações diplomáticas entre nações soberanas.”
#Comunicado pic.twitter.com/ny8JulJDtt
— Cancillería de Bolivia
(@MRE_Bolivia) May 20, 2026
“A presente decisão não constitui ruptura de relações diplomáticas com a República da Colômbia nem afeta os históricos vínculos de amizade, cooperação e respeito entre ambos os povos e Estados”, acrescenta o governo boliviano.
A medida da Bolívia surge na sequência de comentários feitos pelo presidente colombiano Gustavo Petro no último domingo (17), nos quais ele descreveu onda de protestos que ocorrem no país como uma “insurreição popular”.
Bolivia vive una insurrección popular.
Es la respuesta a la soberbia geopolítica.
Latinoamérica es una civilización diversa y diferente, no se le puede homogeneizar desde ningún lado del planeta.
Latinoamérica y el Caribe deben ser ouvidos pelo mundo mirando de frente en…
— Gustavo Petro (@petrogustavo) May 17, 2026
“A América Latina é uma civilização diversa e diferente, não se pode homogeneizá-la de nenhum lado do planeta. A América Latina e o Caribe devem ser ouvidos pelo mundo olhando de frente em paz, e falando com franqueza. Meu governo está disposto, se for convidado, a buscar fórmulas pacíficas de saída à crise política boliviana”, escreveu Petro na publicação.
A crescente preocupação internacional tem sido com a onda de protestos na Bolívia, com bancos fechando agências em La Paz e bloqueios de estradas interrompendo o abastecimento, enquanto sindicatos, mineradores e grupos rurais exigem ajuda econômica e alguns pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou também na quarta-feira que “os Estados Unidos apoiam de forma inequívoca o legítimo governo constitucional da Bolívia.”
Let there be no mistake: the United States stands squarely in support of Bolivia’s legitimate constitutional government.
We will not allow criminals and drug traffickers to overthrow democratically elected leaders in our hemisphere.
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) May 20, 2026
“Não permitiremos que criminosos e traficantes de drogas derrubem líderes democraticamente eleitos em nosso hemisfério”, afirmou Rubio.
















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