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Operação policial aumenta pressão sobre premiê da Espanha

A Guarda Civil da Espanha realizou nesta quarta-feira (27) buscas na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em Madri, aumentando a pressão sobre o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez.

A Guarda Civil informou à agência Associated Press que as buscas fazem parte de uma investigação conduzida pelo juiz Santiago Pedraz, da Audiência Nacional, sobre possíveis irregularidades cometidas pela ex-militante do PSOE Leire Díez e outras pessoas.

De acordo com a agência EFE, a Justiça espanhola investiga supostas propinas na adjudicação de contratos públicos por meio de uma rede na qual também estariam envolvidos o ex-presidente da Sepi (órgão que reúne as empresas com capital público) Vicente Fernández e o proprietário da empresa Servinabar, Antxon Alonso, considerado sócio do ex-secretário de Organização do PSOE, Santos Cerdán.

Nesta quarta-feira, os agentes da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil da Espanha também estiveram no gabinete em Madri do ex-vice-presidente do governo regional de Andaluzia, Gaspar Zarrías, e nas residências de Cerdán e do empresário Javier Pérez Dolset.

Díez, Fernández e Alonso foram detidos em dezembro do ano passado por acusações de malversação de fundos, tráfico de influência e organização criminosa, e posteriormente foram liberados sob as medidas cautelares de comparecimentos quinzenais, retenção do passaporte e proibição de deixar a Espanha.

Em entrevista coletiva em Roma, Sánchez disse que o PSOE vai colaborar com as investigações. “Respeitamos o sistema judiciário, colaboraremos com os tribunais e o Partido Socialista reafirma o compromisso de que, caso surjam novos episódios de conduta imprópria, agiremos com a mesma firmeza de sempre”, declarou o presidente do governo espanhol.

Figuras ligadas a Sánchez e ao PSOE estão sendo alvos de outras investigações. A esposa e o irmão do premiê estão sendo investigados por acusações de tráfico de influência e na semana passada um tribunal espanhol anunciou que estava investigando o ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero (2004–2011) por suspeitas de irregularidades no resgate financeiro de uma companhia aérea estatal.

No ano passado, Santos Cerdán e José Luis Ábalos, ex-ministro dos Transportes do governo Sánchez, também se tornaram alvos de investigação por suspeita de participação em um esquema de propina que teve início durante a pandemia de Covid-19.

Apesar das denúncias, Sánchez negou nesta quarta-feira a convocação de eleições antecipadas – o próximo pleito para o Parlamento espanhol está previsto para 2027.

“Se a Constituição diz que a duração de uma legislatura é de quatro anos, então são quatro anos, e esse é o objetivo e a determinação do governo para concluir tarefas muito importantes”, afirmou o socialista.

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