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Deputados “pró-empreendedorismo” votam pelo fim da escala 6×1

A Câmara dos Deputados tem 319 frentes parlamentares. Esses grupos suprapartidários reúnem congressistas com base em bandeiras comuns. Uma delas, com 208 deputados, é a Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), que tem entre seus princípios a defesa da inovação, da modernidade, da liberdade e da produtividade. Pelo menos no papel.

Aparentemente, o fim da escala 6×1, aprovado na forma na quarta-feira (27) pela Câmara dos Deputados, faz parte das prioridades deste grupo. Os registros da Câmara mostram que 183 dos 208 membros da Frente Parlamentar foram favoráveis à redução forçada na escala de trabalho. Um apoio expressivo, de 88%.

Veja os deputados da Frente Parlamentar do Empreendedorismo que votaram pelo fim da escala 6×1:

  • Adail Filho (MDB-AM)
  • Afonso Hamm (PP-RS)
  • Alceu Moreira (MDB-RS)
  • Aliel Machado (PV-PR)
  • Amaro Neto (PP-ES)
  • Amom Mandel (REPUBLICANOS-AM)
  • Ana Paula Leão (PP-MG)
  • Ana Paula Lima (PT-SC)
  • Antonio Brito (PSD-BA)
  • Antônio Doido (MDB-PA)
  • Any Ortiz (PP-RS)
  • Augusto Coutinho (REPUBLICANOS-PE)
  • Beto Preto (PSD-PR)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Bruno Farias (REPUBLICANOS-MG)
  • Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  • Camila Jara (PT-MS)
  • Capitão Alberto Neto (PL-AM)
  • Carla Dickson (PL-RN)
  • Carlos Gomes (REPUBLICANOS-RS)
  • Carlos Henrique Gaguim (UNIÃO-TO)
  • Carlos Zarattini (PT-SP)
  • Célio Studart (PSD-CE)
  • Celso Russomanno (REPUBLICANOS-SP)
  • Celso Sabino (PDT-PA)
  • Cláudio Cajado (PP-BA)
  • Cleber Verde (MDB-MA)
  • Clodoaldo Magalhães (PV-PE)
  • Coronel Assis (PL-MT)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Da Vitoria (PP-ES)
  • Dagoberto Nogueira (PP-MS)
  • Damião Feliciano (UNIÃO-PB)
  • Dani Cunha (PL-RJ)
  • Daniel Agrobom (PSD-GO)
  • Danilo Forte (PP-CE)
  • David Soares (PODE-SP)
  • Defensor Stélio Dener (UNIÃO-RR)
  • Delegada Ione (PL-MG)
  • Delegada Katarina (PSD-SE)
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Diego Garcia (UNIÃO-PR)
  • Domingos Neto (PSD-CE)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Dr. Daniel Soranz (PSD-RJ)
  • Dr. Fernando Máximo (PL-RO)
  • Dr. Francisco (PT-PI)
  • Dr. Victor Linhalis (PSB-ES)
  • Dr. Zacharias Calil (MDB-GO)
  • Dra. Alessandra Haber (PODE-PA)
  • Duarte Jr. (AVANTE-MA)
  • Duda Ramos (PODE-RR)
  • Duda Salabert (PSOL-MG)
  • Eduardo Bismarck (PV-CE)
  • Eduardo da Fonte (PP-PE)
  • Eduardo Velloso (SOLIDARIEDADE-AC)
  • Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT)
  • Emidinho Madeira (PL-MG)
  • Eros Biondini (PL-MG)
  • Evair Vieira de Melo (REPUBLICANOS-ES)
  • Fabio Garcia (UNIÃO-MT)
  • Felipe Becari (PODE-SP)
  • Fernando Monteiro (PSD-PE)
  • Flávio Nogueira (PT-PI)
  • Fred Linhares (REPUBLICANOS-DF)
  • General Girão (PL-RN)
  • Geraldo Resende (UNIÃO-MS)
  • Gilberto Abramo (REPUBLICANOS-MG)
  • Gilberto Nascimento (PODE-SP)
  • Gilson Daniel (PODE-ES)
  • Glaustin da Fokus (PODE-GO)
  • Greyce Elias (PL-MG)
  • Gustinho Ribeiro (PP-SE)
  • Gutemberg Reis (MDB-RJ)
  • Heitor Schuch (PSD-RS)
  • Helder Salomão (PT-ES)
  • Helena Lima (PSD-RR)
  • Helio Lopes (PL-RJ)
  • Henderson Pinto (UNIÃO-PA)
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG)
  • Hugo Leal (PSD-RJ)
  • Icaro de Valmir (REPUBLICANOS-SE)
  • Ismael (PL-SC)
  • Ivoneide Caetano (PT-BA)
  • Jadyel Alencar (REPUBLICANOS-PI)
  • João Daniel (PT-SE)
  • João Maia (PP-RN)
  • Joaquim Passarinho (PL-PA)
  • Jonas Donizette (PSB-SP)
  • Jorge Braz (REPUBLICANOS-RJ)
  • Jorge Goetten (REPUBLICANOS-SC)
  • José Medeiros (PL-MT)
  • Josenildo (PDT-AP)
  • Josivaldo JP (UNIÃO-MA)
  • Juliana Cardoso (PT-SP)
  • Júlio Cesar (PSD-PI)
  • Julio Lopes (PP-RJ)
  • Junio Amaral (PL-MG)
  • Júnior Ferrari (PSD-PA)
  • Keniston Braga (MDB-PA)
  • Lafayette de Andrada (PL-MG)
  • Laura Carneiro (PSD-RJ)
  • Lêda Borges (REPUBLICANOS-GO)
  • Leo Prates (REPUBLICANOS-BA)
  • Lídice da Mata (PSB-BA)
  • Lincoln Portela (PL-MG)
  • Lucas Ramos (PSB-PE)
  • Lucio Mosquini (PL-RO)
  • Luisa Canziani (UNIÃO-PR)
  • Luiz Carlos Motta (PL-SP)
  • Luiz Gastão (PSD-CE)
  • Luiz Nishimori (PSD-PR)
  • Lula da Fonte (PP-PE)
  • Marangoni (PODE-SP)
  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG)
  • Marcelo Queiroz (PSDB-RJ)
  • Márcio Honaiser (SOLIDARIEDADE-MA)
  • Maria Arraes (PSB-PE)
  • Maria do Rosário (PT-RS)
  • Mário Heringer (PDT-MG)
  • Mário Negromonte Jr. (PSB-BA)
  • Marussa Boldrin (REPUBLICANOS-GO)
  • Marx Beltrão (UNIÃO-AL)
  • Matheus Noronha (PL-CE)
  • Maurício Carvalho (UNIÃO-RO)
  • Mauricio Neves (PP-SP)
  • Mauro Benevides Filho (UNIÃO-CE)
  • Meire Serafim (UNIÃO-AC)
  • Mersinho Lucena (PSD-PB)
  • Murilo Galdino (REPUBLICANOS-PB)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Osmar Terra (PL-RS)
  • Otoni de Paula (PSD-RJ)
  • Pastor Diniz (UNIÃO-RR)
  • Pastor Gil (PL-MA)
  • Paulão (PT-AL)
  • Paulo Folletto (PSB-ES)
  • Paulo Litro (UNIÃO-PR)
  • Paulo Magalhães (PSD-BA)
  • Pedro Aihara (PP-MG)
  • Pedro Campos (PSB-PE)
  • Pedro Lucas Fernandes (UNIÃO-MA)
  • Professor Alcides (PSDB-GO)
  • Rafael Simões (UNIÃO-MG)
  • Raimundo Santos (PSD-PA)
  • Reginaldo Lopes (PT-MG)
  • Renilce Nicodemos (MDB-PA)
  • Renildo Calheiros (PCdoB-PE)
  • Ricardo Ayres (REPUBLICANOS-TO)
  • Roberto Duarte (REPUBLICANOS-AC)
  • Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • Rodrigo Valadares (PL-SE)
  • Rogéria Santos (REPUBLICANOS-BA)
  • Rosana Valle (PL-SP)
  • Rosângela Reis (PL-MG)
  • Rubens Pereira Júnior (PT-MA)
  • Samuel Viana (UNIÃO-MG)
  • Sanderson (PL-RS)
  • Sandro Alex (PSD-PR)
  • Sargento Fahur (PL-PR)
  • Sargento Gonçalves (PL-RN)
  • Saullo Vianna (MDB-AM)
  • Sidney Leite (PSD-AM)
  • Silvio Costa Filho (REPUBLICANOS-PE)
  • Simone Marquetto (PP-SP)
  • Socorro Neri (PP-AC)
  • Soraya Santos (PL-RJ)
  • Tabata Amaral (PSB-SP)
  • Thiago de Joaldo (REPUBLICANOS-SE)
  • Thiago Flores (UNIÃO-RO)
  • Vermelho (PL-PR)
  • Vicentinho Júnior (PSDB-TO)
  • Vinicius Carvalho (PL-SP)
  • Vitor Lippi (PSD-SP)
  • Wilson Santiago (REPUBLICANOS-PB)
  • Yury do Paredão (MDB-CE)
  • Zé Haroldo Cathedral (UNIÃO-RR)
  • Zé Neto (PT-BA)
  • Zé Silva (UNIÃO-MG)
  • Zé Vitor (PL-MG)
  • Zezinho Barbary (PP-AC)
  • Zucco (PL-RS)

Apenas o NOVO e a Missão (que tem apenas um deputado) orientaram o voto contrário à proposta. A indicação foi seguida à risca pelos deputados dos partidos na FPE. Já a liderança do PL orientou o voto favorável à medida, embora onze parlamentares da sigla tenham optado pelo “Não” à PEC. A liderança da oposição liberou seus parlamentares para a votação, e a orientação para todos os demais partidos foi de voto “Sim” para a PEC.

Políticos da direita justificaram voto “Sim” ao fim da escala 6×1

Foram várias as justificativas de políticos da direita para explicar o voto favorável ao fim da escala 6×1. Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, publicou um vídeo no qual disse defender uma escala 4×3, com quatro dias trabalhados para três dias de folga, como forma de “abrir os olhos das pessoas”.

“Que seja vigorado amanhã [a escala 4×3] e que a quebradeira comece antes das eleições. A gente não vai apoiar porque a gente concorda com essa medida populista irresponsável, não. A gente quer mostrar que quando der merda, a culpa é deles. E antes das eleições vai dar para a população fazer uma escolha diferente”, disse o deputado.

Paulo Bilynskyj (PL-SP) foi outro parlamentar a usar uma justificativa parecida para explicar seu voto a favor do fim da escala 6×1. Em um vídeo postado em seu perfil no Instagram, o parlamentar comentou uma postagem feita pelo empresário Luciano Hang e fez uma provocação: “Bora pra quebradeira geral! 4×3 já”.

“Eu ‘tô’ com o ‘Véio da Havan’ nessa. ‘Vamo, bora’ colocar a escala 4×3 e quebrar o Brasil rapidinho para depois catar e refazer. Não dá, pessoal, chega de populismo. Vamos lá, escala 4×3, eu sou a favor”, afirmou.

Em uma longa postagem, General Girão (PL-RN) contestou o discurso da esquerda sobre como a escala 5×2 será benéfica aos trabalhadores. Segundo ele, se esse fosse realmente o objetivo principal da PEC, a escala ideal seria a 4×3 – esta opção, porém, não chegou a ser apreciada na Câmara.

“Confundir deliberadamente o conceito de escala com o de jornada de trabalho apenas para alimentar retóricas eleitorais é uma postura irresponsável. A verdadeira defesa do trabalhador se faz com a preservação de direitos aliada à liberdade de negociação, ao estímulo à formalização e, principalmente, à criação de novos postos de trabalho. Resta a pergunta que os defensores do populismo evitam responder: quem pagará os custos dessa transição?”, questionou.

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