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Colômbia vai eleger aliado de Trump e Milei?

À medida que a Colômbia se aproxima de uma eleição crucial, em 31 de maio, o conservador Abelardo de la Espriella dispara na liderança das pesquisas e dos mercados de previsão. Conhecido como “The Tiger” (O Tigre), ele canaliza grande parte da energia e da filosofia de outro dissurgente populista de direita latino-americano, Javier Milei, que também utiliza imagens e temas de leões em suas campanhas.

De la Espriella enfrenta Ivan Cepeda, um esquerdista convicto que despreza abertamente os Estados Unidos e foi escolhido pelo atual presidente, Gustavo Petro, como o novo porta-estandarte da esquerda colombiana. Cepeda acusou os EUA de liderarem a “extrema-direita neofascista internacional” depois que o presidente Donald Trump ordenou a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, que agora aguarda julgamento em Nova York por acusações de tráfico de drogas.

Mas os colombianos veem as coisas de maneira bem diferente. Em relação à ousada operação das Forças Especiais dos EUA para prender e depor Maduro, 65% dos colombianos aprovaram a ação, enquanto apenas 24% a desaprovaram. Os eleitores colombianos entendem que um ditador implacável na fronteira representa enormes riscos para a nação, incluindo milhões de refugiados que fogem da miséria na Venezuela e sobrecarregam os recursos já escassos da Colômbia.

Além dessa ação militar isolada, os colombianos são, em sua grande maioria, favoráveis a laços mais estreitos com os EUA. Pesquisas mostram que 73% acreditam que seu país deveria se aproximar dos Estados Unidos, mas apenas 25% descrevem as relações bilaterais como “positivas”.

Talvez essa desconexão explique outra divisão marcante nas pesquisas de opinião entre os colombianos: o presidente Petro tem uma aprovação líquida negativa de nove pontos percentuais, enquanto o presidente Trump recebe uma aprovação líquida positiva de nove pontos percentuais.

Os colombianos estão cansados da corrupção e do radicalismo antiamericano do regime atual e anseiam, cada vez mais, pelo retorno à estabilidade, à prosperidade e a relações sólidas com os Estados Unidos

Os colombianos também reconhecem que laços mais estreitos com os EUA ajudariam a combater o ressurgimento dos violentos cartéis de drogas, que recuperaram um poder imenso sob a presidência de Petro. Alegações de conivência entre Petro e Cepeda com essas organizações criminosas se espalharam por todo o país, enquanto a violência dos cartéis volta a aterrorizar a sociedade colombiana de maneiras nunca vistas em décadas.

De forma mais ampla, a ascensão de “The Tiger” ganha impulso com o ressurgimento do conservadorismo na América Latina. As recentes vitórias eleitorais da direita na Costa Rica, Honduras, Bolívia e Chile remodelaram o cenário político da região. Esses novos governos unem-se a líderes conservadores já estabelecidos, como Milei, na Argentina; Santiago Peña, no Paraguai; e Nayib Bukele, em El Salvador, para formar uma aliança crescente de nações com ideias semelhantes em todo o hemisfério.

De fato, o governo Trump delineou planos para tal aliança hemisférica em seu memorando de Estratégia de Segurança Nacional, divulgado no outono passado. O documento deixou claro que os EUA pretendem buscar uma interpretação renovada da Doutrina Monroe — uma que rejeite a intervenção estrangeira hostil nas Américas, ao mesmo tempo em que constrói laços comerciais, políticos e militares mais fortes em todo o hemisfério.

Esse foco renovado alinha-se naturalmente com líderes que compartilham compromissos filosóficos semelhantes, incluindo a estrela colombiana em ascensão, Abelardo de la Espriella. Essa energia é extremamente necessária neste momento.

Tragicamente, a Europa — berço histórico da civilização ocidental — continua a caminhar rumo ao secularismo, ao relativismo multicultural e a sociedades dominadas pela migração em massa. Cabe, portanto, cada vez mais ao Novo Mundo preservar e promover os fundamentos da civilização ocidental.

Da Terra do Fogo aos Estados Unidos, as tendências políticas atuais sugerem que essa visão hemisférica emergente poderá muito bem definir o futuro.

Steve Cortes é colaborador do Daily Signal.

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Colombia, the US, and the New Hemispheric Vision.

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