
A Câmara dos Deputados aprovou, inclusive com muitos votos da direita, a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Uma decisão tomada de forma precipitada, de olho apenas nos dividendos eleitorais, sem ponderar as consequências para a economia, para o emprego e para a inflação. O problema não é dar mais tempo livre ao trabalhador, mas que isso seja vendido de forma irrefletida, sem expor as outras consequências, e que seja feito por meio da imposição estatal, em vez da negociação livre entre patrões e empregados. O presidente da Gazeta do Povo, Guilherme Cunha Pereira, diz que os senadores têm a chance de colocar essa discussão de volta nos trilhos, mas isso exigirá a mesma coragem que eles tiveram em abril, quando recusaram a indicação de Jorge Messias para o STF.
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