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Advogados do Centrão visitam Daniel Vorcaro na PF

A Polícia Federal identificou uma intensa movimentação de 15 advogados, incluindo nomes ligados ao Centrão, na cela do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As visitas, embora legais, geraram incômodo por suspeitas de articulações paralelas enquanto se negocia um acordo de delação premiada.

Por que a presença de tantos advogados na cela incomodou a Polícia Federal?

Apesar de as visitas serem legais, os investigadores notaram que muitos dos profissionais nem sequer atuavam nas negociações da delação premiada. Ocorria uma suspeita de que o espaço estivesse sendo usado para articulações políticas e tratativas sobre causas cíveis e patrimoniais, funcionando como um escritório paralelo dentro da sede da PF.

Qual foi a medida tomada em relação à lista de visitantes?

A Polícia Federal decidiu colocar a lista de visitantes do ex-banqueiro sob um sigilo de 100 anos. A instituição alegou que nomes, horários e documentos dos visitantes pertencem à esfera privada e são dados sensíveis que precisam de proteção para garantir a segurança e a intimidade dos envolvidos.

Como está a situação do acordo de delação premiada de Vorcaro?

As negociações continuam travadas. Uma primeira proposta foi rejeitada pela PF em maio por ser considerada superficial e não trazer provas novas. Agora, a polícia exige que o ex-banqueiro entregue provas contra políticos e autoridades que sustentavam o esquema no Banco Master, além de admitir crimes que ele ainda nega.

Houve mudanças nas regras de visitação após esse episódio?

Sim. O ministro André Mendonça, do STF, restringiu o acesso ao preso. Atualmente, apenas cinco advogados específicos estão autorizados a visitá-lo regularmente. Além disso, as regras tornaram-se mais rígidas, similares às dos demais presos federais, embora Vorcaro continue em uma sala de Estado-Maior.

O que a Polícia Federal espera para os próximos dias?

A PF solicitou ao STF que estabeleça um prazo final para a conclusão das negociações. A avaliação é que o regime excepcional concedido ao empresário não pode durar para sempre. Além de informações, os investigadores cobram a devolução de cerca de R$ 60 bilhões em um curto espaço de tempo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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