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o que mudou na disputa para presidente

O caso “Dark Horse” atingiu em cheio a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República nas eleições de 2026. Dois meses depois do vazamento do áudio entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda sente os impactos nas intenções de voto, segundo a pesquisa para presidente divulgada pela Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10).

Entre os levantamentos publicados em 13 de maio — antes do caso vir à tona — e em 10 de junho, Flávio viu parte do eleitorado buscar outros nomes da direita, um movimento que foi o suficiente para Lula (PT) obter uma vantagem que havia perdido nos primeiros meses deste ano.

No cenário de primeiro turno, o petista tem 10 pontos percentuais à frente de Flávio. No mês anterior, a vantagem de Lula era de 6 pontos percentuais. Lula não avançou e permaneceu com 39% das intenções de voto, o que também sugere um teto para ele diante da rejeição de 53% dos entrevistados.

É no embate direto entre os dois que o recuo do senador fica mais nítido. Em maio, ele tinha 41% das intenções de voto, contra 42% de Lula, o que configurava um empate técnico. Um mês depois, a distância chegou a 6 pontos percentuais, para além da margem de erro do levantamento. Neste momento o petista tem 44% e Flávio soma 38% das intenções de voto — pesquisa eleitoral não é prognóstico de resultado, e sim uma medição da preferência popular de momento.

Flávio, entretanto, ainda é o mais competitivo contra Lula em um eventual segundo turno, de acordo com a pesquisa para presidente. Contra Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), a diferença é de 10 pontos percentuais. Na simulação contra Renan Santos (Missão), Lula abre 14 pontos percentuais.

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Flávio Bolsonaro busca recuperar parte do eleitorado de direita

O pré-candidato Flávio Bolsonaro tem apoio irrestrito do eleitorado que se considera “bolsonarista”, como classificado pela pesquisa para presidente feita pela Quaest. Para recuperar terreno, ele terá de restaurar a confiança de partes do eleitorado que até então tinha ao seu lado. Isso inclui os eleitores que se consideram de “direita não bolsonarista” e independentes.

Na simulação de segundo turno contra Lula, o espaço perdido por Flávio está nesses dois recortes. Entre os independentes, 31% estavam com ele em maio, mas agora são 24%. Isso ao mesmo tempo em que Lula avançou de 29% para 37%.

E dentro dessa “direita não bolsonarista”, ele recuou 6 pontos percentuais — de 88% para 82%. As intenções de voto, nesse caso, não migraram para o petista e se transformaram em indecisão ou em uma tendência em não votar em ninguém no segundo turno. 

Metodologia das pesquisas citadas

  • Genial/Quaest 13/5/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-03598/2026.
  • Genial/Quaest 10/6/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-07661/2026.

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